3- Um dia de rotina

Algumas pessoas estão fadadas a estarem presas 10h do seu dia a uma cadeira de escritório e tendo como paisagem a tela de um computador. Isso cria uma espécie de rotina, que são amortecidas pelos relacionamentos inter pessoais amigabilissímos. Em um escritório que presta acessoria a bancos, não poderia ser diferente. O dia cheio de tensões é quebrado por expressões como por exemplo: dar um baile (puxão de orelha no cliente), casa caiu (os números financeiros não estão agradáveis) etc. Através dessas observações que surgiu "Um dia de Rotina".



Um dia de Rotina

Não sei se você já parou pra imaginar na rotina de seu dia dentro de uma sala fechada com 20 pessoas ao redor, onde o destino transitou o cruzamento. Sim! O cruzamento.

Por que não referir-se assim? Aqui reúnem-se diversidades cerebrais funcionando em pleno vapor em meio a um tempo fritante teresinense. Mediante este caminho, computadores cerebrantes, bocas inquietantes, mãos ágeis, pés indisfarçadamente alucinante, trabalham em prol de uma sustentável equipe.

Sistema operante, nos risos descontraentes da pressão “casa caída” depois de um segundo de silêncio por interrogações indefinidas, na busca de ser o recordista, ecoando ao fundo o som das perguntas: - Porque? –Porque?

Resolva, essa é a solução. Que grande cruzamento esse, não! O do problema com a solução...é sempre o cruzamento que vêm definindo o percurso destes anos Toledais,seja das pessoas, dos ideais, das desavenças, dos olhares, dos falares, do respeito, do grito, da impotência, das idas e vindas de todos os dias frenéticos.

Pára. Respira.

Não, não se pode. Os ponteiros são ágeis. Daqui a pouco o pesar das badaladas anuncia a contagem regressiva..10,9,8,7,6...os ânimos sobe a crista...5,4,3,2,1... pernas alongam-se, alongam-se braços, 90°, 180° põem-se de pé, passos distanciam-se do movimento antes paralíticos e vão-se maleabilizando...

Vão-se...vão-se...vão-se

Vão-se cruzando tecidos, portas e andares, espairecendo vão-se as cores opacas da rotina, o conjunto se desfragmentando e decodificando em fórmulas, jogos transitais esperando as 24 horas da próxima mutação, cruzamento de DNA's para novas sessões julgamentais.



Jaqueline Bezerra (Jaque)

2- Baile Carnavalesco

Chega ser ruminante observar um país carbonizando os dias em um perfeito marasmo de “nada”. Tento consolar-me imaginando que o “nada” seja o grande divisor ente a quantidade e a qualidade, mas aí minha revolta toma o salão novamente.
Essa sensação é fruto de 15 minutos de observação em uma cidade onde os foliões carnavalescos dizem chegar ao êxtase e pude certificar o porque.
Aquele lugar parecia a Paissandu nos anos 50, e de certo a Paissandu fosse menos extravagante. As meninas praticamente despidas em todos os âmbitos, formulando posses esquemáticas que mais me lembravam as cenas rupestres dos ritos sexuais, dançando ao som de uma mistura de notas musicais pífia não pentagramada.
Posso definir aquele quadro como um bacanal a céu aberto, onde não havia um vestígio de trocas ideacionarias, não havia se quer uma troca verbal, pois o conflito de decibes impediam que tais informações do mundo conectado chegassem. Bom! E dependendo de sua analogia chegavam.
Pode parecer quadrado de minha parte descrever esta cena, sem quaisquer considerações, mas vejo-me com um hiato entre a idéia e a verdade, híbrida entre a arte e a vida, portanto pretendo caminhar na velocidade da vida, e foi ela que levou-me há 13km dali, e pude sensivelmente conferir uma tranqüilidade produtiva, quando pus na agulha um filme chamado “ Hotel Rwuanda”, que descreve todo o terror vivido em Kigali(África) em 1994, onde duas facções políticas, os Tutsis e Hutus resolvem entrar em conflito pelo poder, levando a quase o genocídio com a morte de aproximadamente um milhão de kigalenses, antes fosse a esperteza do gerente do “Hotel Milles Collines” chamado Paul Rusesabagina que conseguiu proteger 1.268 pessoas entre Hutus e Tutsis e hoje Paul e sua família (Tatiana-esposa; Roger, Diane, Lys, Tresor-filhos e Anais e Carine- sobrinhas) hoje vivem erradicados na Bélgica.
O mundo fechou os olhos para aquele povo, mas quando enfim abri os meus já em frente a porta da casa, vi um agricultor simplório passar em sua carroça, ao mesmo tempo reportei-me a horas atrás naquela cidade que dista 13km, pude concluir que não são só os kigalenses que quasse sofreram um genocídio. Nós também vivenciamos tal realidade da pior forma, pois isso acontece em vida.
Toda essa exatidão fez parte do meu baile carnavalesco. E quanto a nota pra esta apresentação! Fica a seu critério. Só não queria ser mais uma viola carnavalesca.

Jaqueline Bezerra (Jaque)

1- E!i!t!a!

Sabe quando você consegue abster-se de todas as coisas ao seu redor e por alguns intantes dedicar-se a alguém?
Exato! A "intensidade" é algo que determina minha posição longitudinal e latitudinal sobre este sólido de convunções. E durante certo tempo tive a certeza de intensamente estar convivendo dispostamente alguns quatro meses de um bom cotidiano...
Daí...eis que surgiu esta inspiração:


"São quatro meses. E o que são quatro meses?
Um tempo indeterminado, perpetuado pelos segundos prazeros e inesquecíveis de um vendaval de emoções contidas e contagiosas de duas pessoas que se conheceram num passado minúsculo de uma repercussão furastônica de impulsos eletrizados de brilho, contraste, colorismo, redimensionalismo, improvisado pelos momentos impermeabilizados das tardes bancais dos domingos fotográficos de uma mente inesgotável de trocas químicas oxigenais transcendendo aos olhares carnais a transparência dos sentidos, despindo o pensamento e vestindo de palavras o tempo reescrito de passos numa direção caótica de reações limbisticas, carbonizando o indese”já”vel, sutilmentezando, sutil mentezando.
São quatro meses de interseção exclamação: 1!2!3!4! Uma progressão geométrica que está contido ao pertencente estado gravitacional paralepitidico, uma transfusão evolutiva de um sistema que opera a 113 dias . "


Jaqueline Bezerra (Jaque)
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Exposição: Antonio Júnior

Num passeio pelos Interiores

Partes do Interior

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Foto: Antonio Júnior

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