35- Meu Delírio

Meu delírio...
Meu delírio...
Meu delírio...
Meu delírio poético não se rende
a números!
Meu delírio poético não se rende a
uma jornada(de oito horas)!
Meu delírio poético não se rende a
Autoritarismos!
Meu delírio poético não se rende a
Mandotismos(de todas as formas)!!
Meu delírio poético não se rende a
Picuinhas.
Meu delírio poético rende-se a
Intensidades!
Sentimentos!
Afetos!
E poesias!
Meu delírio poético rende-se a
Pessoas afetadas por poesias.




Zeus brito

34- Meta Metida

Este espaço é a nossa altarquia...já disse o filósofo Coxinha. Pra você que está lendo agora, não vá buscar na Google quem é o filósofo Coxinha, certamente não irá encontrar. Mas fique certo que onde as nuanceas desproporcionais não isoméricas estiverem ocorrendo, Coxinha estará lá. Isso é pra dizer que nesta página e na minha vida meus amigos são bem-vindos sempre. Fiquem com as palavras de Zeus:


Mêta sua Meta em mim,
Mas não mêta de qualquer forma
Mêta pela cabeça, bem forte
Mêta! Mêta! Mêta pela boca e pelo ouvido!!
Mêta de forma áspera,
Em alto e bom grito,
Com ordenamento, pois,
Se não meter assim, eu não entendo.
Depois, Mêta devagarzinho,
Sua meta, mêta! mêta! mêta!!
De pouquinho porque,
Depois desse processo acultural,
Toda meta entra.
Mêta à meta!!!




Zeus brito

33- Indiossicracia num papel higiênico

Poesia se faz até quando o único papel que tem a sua frente é o papel higiênico, isso não muda a beleza das palavras. Essas aí embaixo são resultados das escrituras em um pedaço de liberdade rabiscadas em papel higiênico...


Pai...
Os homens estão derrubando as árvores...
Pai...
Os homens estão derrubando as árvores para fazer papel...
Pra fazer papel higiênico e temperá-lo com a razão!
Com toda a razão!
O medo da não competência não me deixa tempo pra cheirar uma flor...
Pra sentir o amor
O medo da não competência não me deixa tempo pra ouvir poesia
Quem dirá recitá-la
O medo da não competência me fez ser expulso do bar
Por xingamento
Porra, caralho! Não tenho tempo nem pra xingar!
Meus exercícios hermenêuticos diários não me permitiram entender a idiossincrasia do universo metafísico caótico!
Meu silêncio estridente, dente, dente, dente banguela.
Te pergunta:
Isso serve pra quê?
Aquilo usa aonde?
Eu estou aonde?
Vivo por que?
Reticências no infinito!
As idiossincrasias semânticas paradigmáticas perpendicularizam meus sentimentos reduzindo-os a razão.
Dois corvos devoram meu corpo, inacabado, num episódio antropofágico
Loucura e Razão
Dois corvos devoram meu corpo
Razão e Loucura
Devoram meus olhos
Devoram minha língua
Devoram minhas orelhas
Só não devoram o meu coração!
Por que já não tenho...
Dois corvos devoram meu corpo.



Salatiel Pereira (Sagobilas)
Jaqueline Bezerra (Jaque)
Marcondes Brito (Zeus)

32- Captação de Sensações II

O ciclo da vida,
cria passarelas que pegam-nos
de surpresa.
Por isso
esqueço-me das horas
na anestesia que a brisa e a água
concordam em trazer-me.


Jaqueline Bezerra (Jaque)

31- Captação de Sensações I

"O polém dissemina crias
que nem mesmo o tempo
é capaz de voltar para
achar"
Jaqueline Bezerra ( Jaque )

30- Placas de São Luiz

Eu queria ter capacidade para entender de que ponto viemos e a que ponto chegaremos! Nossa passagem é tão estreita, e tento passar por esse estreitamento deixando ao máximo possível produtividades, e por mais que minha intenção seja um tanto positiva, vejo-me na maioria das vezes como um ponto boiando no meio de uma multidão.
Andando pelas ruas de São Luiz pude ter essa sensação de forma mais próxima, e juro que me interrogava sobre as milhares de histórias que teriam transitado por ali. Coisas do tipo: - Como deveria ser o comportamento das pessoas? Como deveria ser os rostos das negras e negros que poderiam estar cruzando comigo se tivesse o dom de voltar ao ínicio do séc XVIII ou XIX? Sobre o que conversariamos? Que idéias estavam culminando naquele momento? O que os artistas estariam conversando com os filósofos? E os portugueses onde estariam? Os holandeses? E os índios?
Quantas inquietações me cercam!
Tomei a liberdade de tentar reproduzir cenas antigas, e o que me vinha a cabeça era a forma como tudo devia ser articulado, pois a forma rústica talvez dê a idéia de esclerosamento, pois hoje nossa moda digital permite que os sessenta minutos que passou seja visto como um mês, quem dirá um ano. As coisas estão sublimando. Também senti raiva por imaginar que poucos deviam ter acesso aos vãns livros. Seriam esses os "donos das idéias"? Bom, é certo que muitos idealizadores deviam ser obrigados a esconder suas filosofias em prol de uma não repressão. Repressão essa que não mudou até hoje, porém temos uma maior liberdade para questionar a não aceitação de nossas idéias. Correto?
Em minhas andanças por aquela cidade, algumas passagens soou como uma afronta. Como também muitas concederam o atiçamento a criações e correntes ideológicas, e é lógico que as companhias foram os principais instrumentos para todas estas sensações produtivas.
Agora prefiro fazer uma pausa pra falar o que realmente chamou-me a atenção. Fiquei
chocada com o número de placas promovendo as "negações"! Não entendeu, não é? Vou explicar.
Estava eu na parte histórica da cidade quando voltei a uma cachaçaria que foi batizada de farmácia por alguns amigos. E eu como sempre, fui rever a farmácia e experimentar os novos sabores não concebidos ao meu paladar...tomarindo, gengibre, maça, goiba, pitomba, pessego, limão...quanto mais eu bebia, quanto mais não me saia da cabeça as palavras cravadas na placa: "Proibido tirar fotografias, é tão feio quanto cuspir no chão"...até aí tudo bem. Cada individuo tem uma ou várias formas de expressar seus desejos, está aí a vantagem da propriedade particular. E ainda mais se ela lhe serve de marketing.
O que não me entrou na cabeça foi eu ter sido explusa do "bar" por chingamento. Por chingamento? Não tinha nada escrito na placa sobre chingamento! Concluimos que na rua em que reside uma cachaçaria e que tem como vizinhos uma boca de fumo e um prostibulo, e que a dona não é mulher do prefeito e nem é a Roseana Sarney, é PROIBIDO CHINGAR! Tem algumas mediocridades que não me entra na cabeça.
Fomos parar no Reviver, onde o balançado das negras e som dos tambores me atraia como um imã, aquele ritmo me esquenta o sangue, e me propõem delírios vocálicos que trombam com as consonantais de tal forma que espoca o derretimento de frases queimadas pelo piscar dos meus olhos inquietos no acompanhamento intencional de absorver todas as sensações.
Que infantil de minha parte! Querer sentir e consumir todas as energias boas que me cercava e agora querer descrever o episódio da cachaçaria sem qualquer ruído...talvez você esteja detestando minha descrição, até porque quantas coisas críticas estão ocultas. Minha intenção é só descrever conforme meus dedos bailam pelo teclado....até parece que eles têem vida própria..
No dia seguinte, eu crente que a cena da farmácia seria isolada por falta de maiores explicativos nas placas, e que a história a ser contada aos meus netos só iria até essa placa...advinhem!
Episódio II, o retorno.
Fomos a um famoso bar localizado num mercado, onde todo e qualquer pensar ligado a musicalidade MPB, lá tem: "Leo". Leo é o nome do bar, e eu não poderia sair de lá sem ter o que falar do LEO. Para a minha lembrança, na hora em que ponho o pé no LEO, advinhem com o que me deparo? Um pequeno informativo contendo:
- PROIBIDO DANÇAR.
Sempre disse aos meus amigos que tenho medo do silêncio e das palavras. Agora acho que estou começando a ter medo de placas. A do Leo vocês estavão esperando a minha expulsão novamente, né isso? Mas não, não fui expulsa, agora uma coisa é certa, fiquei com receio de chegar no bar seguinte e ter uma placa dizendo: - Proibido beber!
Já imaginou se essa moda de placas proibitivas pegar!? Já pensou se o Robert Rios resolve lançar essa moda aqui em Teresina!
Só não iria achar ruim se tivesse uma placa no pé do ônibus dizendo: - Proibido subir!
Eu queria ficar mais um pouquinho em Sããããooo Luiz do Maranhão...como diria meu caro safoneiro pernambucano Luiz Gonzaga.
Jaqueline Bezerra (Jaque)

29- Escritas

"A construção que permeia em palavras,
que transgride regras,
que quebra pensamentos,
que violenta o não perceptivel,
que junta instâncias;
são os dialógos destravados entre
um ser humano e sua criação. "


Jaqueline Bezerra (Jaque)

28- No meio de Uma festa

Por vezes estive em festas em que meu espirito estava longeeee ou lugares que não me continha nem me pertencia, minha sorte é que muitos desses momentos topei com amigos que me traziam alimento suficiente para meu espirito parar de indagar o porque eu estar exatamente naquele lugar!
Isso aconteceu esse final de semana....e João Henrique foi a ponte que me levou ao alimento. No meio de uma festa, nos sentamos ao chão abstraidos do que se passava ao nosso redor, e no escuro com uma caneta na mão e o avesso de um panfleto que havia recebido de um outro amigo começamos a arredondar palavras sem saber que rumo as palavras tomavam...estavamos independentes e ao mesmo tempo dupla....e quando acabou o espaço de nossa liberdade, procuramos uma luz e recitamos aos nossos ouvidos:
" Gritos e estardalhaços
fragmentos e fagmentações
despedaçam pela escuridão
das palavras inebriadas
de embriaguez sem ciúmes
Um olho, um gozo
lento
sereno
sarando e ferindo.
Ah, ela não entendeu,
mas eu falei a verdade:
- ela estava muito bonita.
Meus sentidos gozam sensações de palavras
inebriadas
ficadas
beijadas
extasiadas num corpo chutado em minhas pertinencias
ilógicas
Diz a gramática
um porém
não sei o ponto.
MAS
vou até ser
vôo até cê
Rítmos pisados pelo vão das cinzas jogadas
pela ilógica dos perfuemes exalados
pela honestidade dos corpos"
João Henrique & Jaqueline Bezerra
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Exposição: Antonio Júnior

Num passeio pelos Interiores

Partes do Interior

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Foto: Antonio Júnior

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